quarta-feira, 16 de novembro de 2011

REBELIÃO NA USP

Estava aqui pensando com meus botões...que merda foi aquela na USP???
Um bando de riquinhos "lutando" pelo direito de poder fumar maconha no campus, sem serem "incomodados" pela polícia...Que vergonha...
Promoveram um quebra-quebra, depredaram tudo...e eu acho pouco!
Não, não se apresse em me julgar, vou explicar o por quê dessa minha afirmação:
Quem pode estudar na USP? Quem passa no vestibular (FUVEST)? Ora bolas, somente aqueles que se encontram extremamente preparados! Aqueles que puderam cursar os melhores colégios particulares, os que puderam fazer os melhores cursinhos!
Mas aí, resta uma dúvida: a USP não é uma universidade GRATUITA??? Será que ela não deveria priorizar a admissão de alunos carentes, daqueles que não têm condições financeiras para arcar com os altos custos de uma faculdade? Não meus amigos...Para os pobres, existe o ENEM! Você se mata de estudar, faz a prova, e dependendo da sua nota, você pode ganhar um "descontinho" na mensalidade de uma faculdade particular! Ou então, pode TRABALHAR para o governo nos finais de semana para ganhar uma bolsa, pois você é simplesmente CLASSE OPERÁRIA!
Eles, os "playboys" que conseguem entrar na USP, têm não só o direito de não pagar pelos estudos (poupando assim sua mesada gordinha para encher a cara e atropelar algum trabalhador no ponto de ônibus com seu carro importado), como também de depredar a universidade pública, uma instituição que deveria simbolizar a priorização da educação por parte de nosso governo, de nosso país!
Mas no fim das contas, esse "sistema educacional" representa muito bem o Brasil: a super-valorização, as mega-vantagens, e o "lamber de bolas" de quem tem dinheiro, e a cusparada na cara de nós, reles operários, trabalhadores ordinários, assalariados, pobres, ou...como é mesmo que aquela senhora nos chamou em referência às obras do metrô? Hummmmm...gente "diferenciada"!
Mas isso é notícia velha, bobeira...O importante é que o estádio do Corinthians está sendo construído, não é mesmo?

3 comentários:

Anônimo disse...

Prima, eu também não concordo com a atitude daqueles alunos, porem não creio que sejam um bando de "Playboys", até poderia ter, mas ali com certeza eles eram minoria.

Outro ponto, se a USP priorizasse a entrada de pessoas carentes, a qualidade do ensino iria piorar e muito. O governo deveria investir no ensino básico e fundamental, para que essas pessoas cheguem para prestar o vestibular em iguais condições.

Fora isso, adorei o texto...parabéns...

LuDocinho disse...

Oi primo. Graças a Deus eles eram minoria, mas em relação a classe social dos envolvidos, não resta dúvidas de que se tratavam de jovens bem "abastecidos" economicamente, basta observar as matérias jornalísticas em que se referiram à seus carros, trajes, etc.
Não acredito que o governo deva oferecer um ensino "básico" - isso ele já oferece há muito tempo.
O aluno "básico" não passa em concurso público, não tem vaga garantida em grandes empresas, não tem crachá V.I.P em grandes eventos, etc. Salvo os que dedicaram sua vida inteira aos estudos, arcando financeiramente para isso.
Por que é que os países do chamado "primeiro mundo" possuem economia estável, índice de pobreza quase zero e um avanço significativo em sustentabilidade? Simples: investimento pesado na educação!
No Brasil investimos em carnaval, futebol, etc.
Estamos presos dentro de uma bolha cheia de confete e serpentina, apenas isso!

Obrigada pelo comentário, e espero te ver mais vezes por aqui!!!
Abraço!

Anônimo disse...

rsrs, não quis dizer ensino "basico", eu quis dizer ensino médio...kkkk.

Tenho muitos amigos que estudam e estudaram na FFLCH. Todos eram de classe econômica bem baixa, fizeram cursinho da Poli na época em que esse cursinho era voltado para baixa renda. Hj ja virou um cursinho como os outros.

Outro ponto que tb conheço bem é o envolvimento do pessoal do PSTU, sempre que tinha uma greve na faculdade onde estudei esse pessoal estava na frente incitando todos a enfrentarem a policia, mas na hora que o bicho pegava eles se escondiam e algum otário pagava o pato, como deve ter acontecido na USP também...

Como pode ver estou sempre ai admirando seu trabalho...rs

Bjão...e mais uma vez parabéns.