segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Essa é a minha lei

Trânsito infernal, pressão absurda do querido chefe, fofocas no círculo de "amizades", ânsia de ganhar cada vez mais dinheiro, de ser mais aceito na sociedade, de se tornar invejado por ascensão profissional, batalhas contra a balança, horas na academia ou no consultório do cirurgião plástico...e por aí vamos. Vamos descendo a ladeira, caindo cada vez mais no precipício de nossas ilusões, indo cada vez mais para o fundo de nossa prisão escura e fria...e tudo isso pra quê? Pela necessidade patológica de aceitação, de nos encaixarmos plenamente neste modo de vida já tão ultrapassado...por carência, simplesmente.
Lutamos incessantemente para nos transformar naquilo que os outros querem, para sermos o modelo de beleza que os outros impõem, para termos dinheiro suficiente para os outros desfrutarem. E nós, onde ficamos?
Para onde vai aquela frase de que "Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus"?
Onde é que vão parar nossos sonhos, nossos anseios, nossos desejos mais bobos, aqueles infantis - cheios de utopias?
Onde está aquela criança que se orgulhava em fazer o cartaz mais bonito e comovente sobre o desmatamento, aquele menino que sonhava em ser jogador de futebol pelo simples prazer em estar com a bola nos pés, aquela menina que sonhava em encontrar seu príncipe encantado, em desfrutar da famosa frase "...e foram felizes para sempre"?
Cimentamos nossos corações e nossas almas em busca de algo inatingível, acredite.
Acredite que você nunca será bom (a) o bastante, nem rico (a) o bastante, nem bonito (a) - pois essa busca é para os outros, não para você!
Quem me conhece, sabe que sou uma mera observadora da vida, e o que vejo por aí são pessoas dentro de armaduras, loucas pra sair, mas sem a mínima coragem. Coragem de serem elas mesmas!
Em uma festa, quantas pessoas se privam do prazer inigualável de dançar, por receio de parecerem ridículas e serem apontadas.
Em um karaokê, não pegam no microfone (ops! ficou estranha essa frase, rs) por medo de serem vaiadas por não cantarem bem.
Quantas não se rendem ao amor, por medo de serem magoadas, traídas ou perderem sua identidade?
Ah! Mas se eu tivesse esses medos...aí sim me sentiria ridícula!!!
Se toca uma música bacana, meu corpo já corre pra pista daquele jeito desengonçado mesmo...quero me libertar! Se vejo um microfone, sou a primeira a cantar...pouco me importa se bem ou mal! Não quero gravar um disco mesmo, caraca!!!
E quanto a amar? Ahhh...já temi muito. Hoje percebi que o amor é meu maior aliado...pode não ser da outra pessoa, mas só em tê-lo comigo, já me faz um bem danado! Já me põe mais próxima de Deus...
Não quero saber o que os outros pensam sobre mim, isso não é problema meu! Eu nasci livre, e assim continuarei! Faço essa escolha todos os dias quando acordo, não serei prisioneira de opiniões jamais!
Eu escrevo meu conto de fadas a cada minuto, e toda vez acaba com "...e foram felizes para sempre!"

2 comentários:

Santiago Gomes disse...

Compartilhamos um vício: A necessidade de aprovação. Poucos se dão conta disso, mas isso é o que nos move o tempo todo... o vício.

LuDocinho disse...

É só isso mesmo San...e quando aprendermos a levar em consideração o que somos e o que queremos, estaremos mais perto de nosso final feliz!